quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Coisas do Marinho


Hoje pela manhã, num programa da "Antena 1" sobre video-vigilância, Marinho Pinto bastonério da Ordem dos Advogados afirmou que no dia da ultima greve-geral, frente à escadaria da Assembleia da República, misturados com o Povo havia agentes da PSP à civil na função de agitadores.
Como reagirá o Ministério da Administração Interna?

"tudo aponta para a existência de agentes provocadores naquela manifestação. Ou seja, agentes à paisana que instigaram a atos de violência, que insultaram e provocaram os seus colegas, fazendo-se passar por manifestantes (tudo convenientemente próximo da comunicação social), e que até estiveram na primeira linha do derrube das barreiras de segurança"
(Daniel Oliveira in Expresso)


PSD - História da Repressão (1989 - 2011).wmv

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Águia do Benfica "ataca" Vieira

Nem os bichos gostam da besta

"Sá Fernandes acusa inspector da PJ de incompetência"


"O advogado da família de Rui Pedro acusou hoje, em audiência de julgamento, o inspector da Polícia Judiciária (PJ) João Rouxinol de "incompetência" na investigação dos primeiros dias após o desaparecimento da criança de Lousada. "(DN)
Des confio que não é só Sá Fernandes quem tem razões para.
Na foto: João Rouxinol ex-inspector da PJ.

Ao que isto chegou.

Com grande aparato policial a GNR identificou, em local público, um sindicalista (Rui Aldeano, recentemente eleito coordenador da União dos Sindicatos de Santarém) por participar em quase todas as manifestações.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Minudências



A Universidade de Mindelo/Cabo Verde atribuiu ontem o doutoramento Honoris Causa a Adriano Moreira, Pedro Martins presidente da Associação Cabo-Verdiana de Ex-Presos-Políticos acusa o laureado de responsável pela reabertura do campo de concentração do Tarrafal em 1961 equanto Ministro do Ultramar.
Mindelo, 9 Dez (Inforpress) - O político e professor, Adriano Moreira, considerou, hoje, falsa a ligação do seu nome a reabertura do Campo de Concentração do Tarrafal, durante o regime salazarista,  alegando que o campo já não existia quando assumiu a pasta do Ultramar.”
Houve, ou não presos políticos no "Chão Bom" a partir de 1961?

Dívida pública


José Sócrates afrimou, bem quanto a mim, que as dívidas públicas são para ser geridas, eu diria que são para ser digeridas!

Os lucros futuros do BPN




O Banco BIC pagará mais do que o preço acordado pelo BPN (40 milhões de euros) se ao fim de cinco anos os lucros acumulados excederem 60 milhões de euros.
O meu amigo Bruxo de Fafe e o Muno Rogeiro dizem que a coisa andará lá perto mas nunca chegará aos 60.

sábado, 10 de dezembro de 2011

pompeu barros viseu




Sempre que posso, ouço o programa “O Provedor do Ouvinte” da “Antena 1” da “RDP” que passa em antena às sextas com repetição ao sábado, nunca me tinha acontecido o que me sucedeu ontem, uma critica de um tal pompeu barros viseu, de Lamego, revoltou-me a tripas e fez-me pensar, mais uma vez, que o 25 de Abril de 1974 devia ter arrumado fisicamente alguns miseráveis que durante muitos anos, por medo, abstiveram a sociedade dos seus comentários fascistas e hoje, porque a situação política lhes é favorável, se manifestam livremente.
pompeu barros viseu, em missiva ao provedor do ouvinte criticava a forma de programação da “Antena 2”, normal, é no entanto defeituosa a forma como se auto-elogia e denigre quem não aprecia, não gosta, ou não percebe a chamada musica erudita/clássica.
O palhaço pompeu traz-me à memória os tempos, longínquos, passados em Lamego, tempos em que a presença permanente de uma agente da PSP nos obrigava a atravessar a rua para não passarmos junto à parede lateral da delegação do Banco de Portugal, época em que o simples facto de, após anoitecer, se conversar um pouco mais alto na via pública, era razão suficiente para se ser conduzido à esquadra e autuado em 80 escudos e cinquenta centavos, os famosos oitenta com uma coroa, nessa altura, antes do 25 de Abril de 1974, a população de Lamego vivia num mundo reaccionário onde tudo acontecia, atrasado, com uma diferença de pelo menos 30 anos em relação às outras cidades. Por exemplo, quem quisesse “abanar o capacete” numa discoteca tinha de ir ao Peso da Régua, a Vila Real, ou a Amarante porque em Lamego não havia, a igreja não permitia a sua abertura, a primeira abriu após Abril de 74 estava obrigada a encerrar às 24 horas enquanto às outras já era permitido funcionar até às duas da madrugada, havia no entanto alguém a quem eram permitidos todos os desmandos, aos militares que, mobilizados, no centro de operações especiais se preparavam para “embarcar” para a guerra no ultramar.
Recordo com saudade um desfile de finalistas do liceu que me fez, acompanhado do meu saudoso amigo Tó Zé Torres, ir parar à esquadra, desfilávamos vestidos de GNRs montados em burros de costas para a frente, mal chegamos à avenida armou-se uma confusão tal que o cortejo acabou com burros e cavaleiros todos detidos, as bestas foram reclamadas pelos donos, nós ficamos nos calabouços até de manhã, até à chegada do bom professor Torres que abriu os cordões à bolsa libertando-nos, não sem antes termos sido ameaçados e avisados que se repetíssemos a graça, ou outra acção do género, seriamos entregues a quem de direito, leia-se à Pide.
A brincadeira valeu-nos um dia de suspensão às aulas com permanência obrigatória na biblioteca do liceu além de um edital no átrio que relatava, de forma condenável, toda a nossa “aventura”, avisando os alunos que a repetição de actos semelhantes poderiam levar à expulsão do ensino oficial.
A nossa folgança tinha sido considerada tão grave que o “A Voz de Lamego”, jornal local (da igreja), que reportava todos os “peidinhos” dados na cidade e arredores, fez vista grossa ignorando o assunto.
Por incrível que pareça ainda hoje se sente, fortemente, a influencia da igreja na vida do concelho, muito mais que em Braga.
Voltando à (pompeu barros viseu) razão desta posta, é convicção minha que o provedor do ouvinte quis tão-somente exibir a mesquinhez da besta, humilhando-o ao dar tanta atenção ao caso.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Recolha de fundos




Contribui tu também para a vinda a Portugal das activistas da FEMEN, é preciso protestar, de preferência no Porto.
foto Denis Sinyakov/REUTERS

Agitadores

A técnica era muito usada pela pide e volta às práticas da PSP, está mais que provado que foram agentes da Polícia de Segurança Pública à civil quem iniciou as provocações junto à Assembleia da República no dia da última greve geral.
A intenção é intimidar e amordaçar.