domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pode-se sentir vergonha por interposição?

Eu acho que sim. Os emigrantes portugueses afirmam com muita frequência que têm vergonha de Portugal, lá terão as razões deles, eu também começo a ter porque o meu país elege governante uma coisa como o Marco António Costa. Só me resta uma consolação, aqueles que conhecem a peça melhor que eu e que o ajudaram a chegar onde chegou não têm vergonha, têm no entanto consciência que ajudaram um mafioso.

Nazis

Aniversário de Hitler obriga a alterar estreia de ópera
"A Ópera de Berlim queria estrear a obra de Wagner, Rienzi, na data de aniversário de Adolf Hitler, mas um coro de protestos na alemanha levou à alteração da data. " (DN)
Terá o resto do mundo de se unir para voltar a destruir a Alemanha?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O chorão já dá entrevistas no Porto.


Luís Filipe Menezes vai deixar, porque a lei não permite a sua reeleição, a Câmara de Gaia, anda há muito a fazer-se à do Porto.
Não se comove quando lixa os gaienses, no entanto parecia uma menina a chorar quando levou um pontapé no traseiro e caiu da liderança do PSD.
Está a borrifar-se para o investimento de Ovar, concelho de onde é natural, nas festividades do carnaval para apoiar o Governo, primeiro porque com tanta graxa espera ver o PSD apoiá-lo à câmara do Porto, segundo porque tem que garantir o tacho ao filhinho, terceiro, para se mostrar preocupado com a situação económica do País, logo ele que deixa a autarquia gaiense enterrada em dívidas.
Pressinto que vai dar com os burros na água, porque, quando se candidatar ao Porto o líder do PSD já será o Rui Rio, e depois o Porto não é Gaia, não vai à bola com chorões.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Do blogue "FIEL INIMIGO"

http://fiel-inimigo.blogspot.com

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Maçonaria: trauma de infância...

Isto é uma dedicatória ao Streetwarrior, pelo seu combate sem tréguas contra a maçonaria.

Tenho cá uma fezada que a maçonaria, muito falada actualmente em Portugal, é um trauma que se manifesta em homens adultos, mas que foi provocada durante a infância por uma grande carência de brincadeira devido certamente a pais demasiadamente ambiciosos ou opressores. Todos nós, à excepção dos maçons, tivemos durante a nossa infância um sítio escondido, secreto, que só nós e os nossos amigos mais íntimos conheciam. Refiro-me nomeadamente, mas não só, ao brincar às cabanas. Nos maçons essa necessidade premente de recrear a experiência das cabanas, do só-nós-é-que-sabemos, aparece inevitavelmente tarde, quando já são adultos. E é compreensível que a coisa tenha que ser mantida em segredo. Ninguém gosta de apregoar as suas taras aos sete ventos! Sejam elas brincar com comboios eléctricos, soldados de chumbo ou vestir um avental de couro e celebrar ritos estranhos…


A minha cabana e dos meus capangas, no bairro do Cedro em Gaia, encontrava-se a 6 metros de altura, no topo de um carvalheiro milenar situado num espécie de jardim junto à escola. Aí passamos grande parte da nossa infância contando anedotas, trocando cromos de futebol ou fazendo considerações sexuais sobre as mulheres que passavam por baixo sem nos ver – havia mesmo quem aproveitasse o momento para ‘esfolar o galho’, passe a expressão mas fica muito bem neste contexto. Até cagar lá de cima era possível, tal era o nosso à vontade no topo desta árvore! Os cagalhões estatelavam-se no início do tronco, o que impedia durante uns dias outros de iniciar a já de si difícil escalada. maçon antes de colocar o avental

E assim passávamos as férias de verão, como tantos outros rapazes espalhados pelo país: ouvindo Beatles e gravando peidos num gravador de fita no quarto dos Rufinos até altas horas da madrugada. Os peidos, filtrados por um amplificador e reproduzidos com muitos decibéis através de colunas poderosíssimas acordavam a família e a vizinhança e provocava em nós uma alegria infinda e uma galhofa que durava horas – isso sem ajuda de haxixe ou outros estimulantes de que nós ainda não conhecíamos a existência. Enfim, era melhor do que sexo, coisa que também só conhecíamos de revistas. E a falta
de sexo impelia-nos inevitavelmente para actividades agressivas. Como por exemplo combates de bolotas. Era perigoso e aleijava pra caraças, mas sempre era menos grave do que atirar pedras em direcção de um bairro limítrofe, chamado “bairro das quatrocentas”(era constituído por 400 casas). Para chegar às quatrocentas as pedras tinham que descrever um arco por cima da auto-estrada A1 que separa os dois bairros e que tinha sido acabada de construír, ligando apenas o Porto aos Carvalhos. É claro que havia sempre uns nabos que não conseguiam lançar as pedras para o outro lado e elas caiam encima dos carros! Na altura o facto foi publicado nos jornais e visto como acto de vandalismo contra automobilistas! Mas não, era apenas aselhice. Confesso que nunca acertei num carro. Não é para me gabar, mas atirar pedras a grande distância era dos melhorezinhos…
E quando não jogávamos futebol, o nosso ‘core business’ a seguir a tocar à sebastiana, roubávamos fruta em Laborim (zona rural). Aproveitando logo a seguir para nadar numa presa de água, conhecida pela “presa das senhoras” e que ficava junto a uma mina abandonada de volfrâmio. Entre dois mergulhos penetrávamos por vezes no interior da mina para caçar morcegos, libertando-os mais tarde em sítio que pudesse assustar gente, e os pobres morcegos. Enquanto uns nadavam, outros cabrões havia que se divertiam a “ferrar a pulga”: dar um nó bastante esticado nas peúgas ou calças dos incautos! Imagine-se a filha-da-putice, uma pessoa querer vestir-se e não poder…
Na tal presa tínhamos frequentemente um conflito de interesses com o lavrador dos campos anexos. Eu explico. O lavrador servia-se da presa como fonte de rega para o seu milheiral, e por isso, quando julgava oportuno, abria uma das extremidades para a água poder correr livremente para os seus campos. O nosso interesse era precisamente contrário: fechar a presa o mais depressa possível para que houvesse água suficiente para nadar e dar um cafunho sem enterrar os cornos no lodo depositado no fundo da presa. Quando o lavrador, a centenas de metros da presa, notava que a água não corria, vinha sorrateiro entre o milho armado com uma vara (a gente dizia fueiro) e, sem dizer água vai, toca de malhar em todo aquele que não fugisse a tempo ou mergulhasse na presa…
Por vezes algum de nós antecipava a chegada do lavrador, avisando imediatamente a malta com a palavra de ordem que todos nós conhecíamos: OLH’ Ó VELHOTE…. Era o sinal para recolher a roupa e em pêlo atravessar o milheiral (que sofria bastante) em correria desenfreada. Do outro lado do campo de milho havia um tanque onde mulheres lavavam a roupa. Ao verem-nos passar a correr naqueles propósitos: nus, descalços e com a roupa debaixo do braço, havia sempre uma que exclamava: ISTO É GANDULAGE DO CEDRO…
 
Da gandulage do Cedro, que eu saiba, nenhum ingressou na maçonaria….

Delicioso este seu texto, somos mesmo da mesma geração e pelos vistos do mesmo meio social, vocês banhavam-se num tanque e nós no Rio Douro, empoleiravam-se numa árvore, nós refugiávamo-nos numa gruta natural na antiga ilha do Trinta saltando um muro nas Escadas do Barredo, “esgalhava-se” para ver quem chegava primeiro, quanto à fruta, como não haviam pomares, ia-se às camionetas que estavam a descarregar no mercado Ferreira Borges, aos caixotes e aos cachos de bananas pendurados à porta das mercearias.
As pedradas, serviam para tudo, desde as guerras Sé/Ribeira à tentativa de acertar em qualquer coisa, os alvos preferidos eram as guaritas da guarda-fiscal junto ao rio.
Ainda há dias falei com uma pessoa amiga sobre as minas da serra de Laborim.
O vosso “OLH’ Ó VELHOTE” era o nosso OLH’ Ó POLÍCIA.
Espero que não leve a mal eu publicar no meu blogue este seu texto que me deu a mesma sensação de viagem no tempo tal qual os livros do Germano Silva, para terminar e por falar em polícia, parece que ainda sinto as correadas do meu pai no dia da minha comunhão solene.
Levantei-me por volta das sete da manhã para tomar banho e vestir o fatinho com aquele laço no braço, as primeiras calças compridas, à homem, até esse dia, fizesse calor ou frio, andei sempre de calções, devia ser para cicatrizar melhor os joelhos que andavam quase sempre esmurrados.
Voltemos ao dia da comunhão, lá fui para a igreja, por volta das dez horas já quase não via com a fome, era quase uma da tarde quando acabou a cerimónia, deram-nos um saquito de plástico com uns biscoitos e um Sumol, entretanto tínhamos de esperar pelo diploma, os velhos foram para casa adiantar o almoço melhorado. Logo apareceu uma bola de plástico para uma partida no adro enquanto o senhor abade não fazia a chamada para a entrega do certificado, para não esmurrar o verniz dos sapatos tirei-os e às peúgas, tínhamos dados uns toques quando apareceu o mono, foi a debandada em direcção à igreja, ficando para trás sapatos, coturnos e bola, praí uns vinte pares estavam alinhados na soleira da porta da escola da Protectora à Infância que ladeava o adro da Igreja de Santa Clara, era mesmo ao lado do Aljude, o guarda não conseguiu levar todos, levou os meus, azar.
Imagine o quadro quando cheguei a casa, todo aprumadinho e descalço, ainda ia a meio da explicação e já tinha levado quatro bufardos do velho, nem mudei de roupa, toca a andar para a esquadra, eu à frente o meu pai atrás.
Abreviando, voltei a levar nas ventas na esquadra e quando cheguei a casa, almoço? De grilo.
Falta só acrescentar que o meu pai era polícia e eu era daqueles que tinha a mania que era duro, levava mas não chorava, era burro!

Abraço.

PS: Os tais "cagalhões" usavam-se muito nos puxadores dos carros de quem a malta não gostava, até o da porta do comandante da PSP não escapou.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O carrejão


A definição do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa para carrejão é moço de recados, eu ainda me recordo de várias pessoas que no chamado Porto histórico “mereciam” o nome, eram homens corpulentos, muito pobres que alombavam coisas pesadas de manhã até à noite, não conheci nenhum que tenha “levantado cabeça”, todos se refugiavam no álcool.
Devido à maneira de ser das pessoas (humildes) que os conheciam, desde sempre, todos tiveram um fim mais ou menos digno, fim que chegava muito cedo, o 25 de Abril de 1974 gerou gente e instituições que se preocuparam com estes (e outros) desafortunados, a evolução social dos Portugueses acabou por eliminar o trabalho que os sustentava.
Fiquei boquiaberto ao saber que o cuspidor mor do PSD, que é como quem diz Mira Amaral, se queixa de ter sido o carrejão do cavaquismo, (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=461781),
mais, avisa "O Estado Social foi construído no tempo das vacas gordas, tem que ser reajustado.", adorei o comentário de João Pinto e Castro no “JUGULAR”, escreve ele, “Concordo. Estamos agora numa época de engordar porcos, as vacas terão de ter paciência”.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A quem mete medo Baltasar Garzón?


Milhares apoiam o juiz que teve coragem para julgar Pinochet, que pena não termos em Portugal um magistrado capaz de mobilizar multidões!

Nós somos uma minoria, no entanto melhores que os outros.

Diz-se que a democracia é de todos os sistemas o menos mau, raios me partam, acho que vou morrer sem haver um iluminado que me informe do tal, o melhor. Parafraseando a Felipa Cabrita, “tenho uma certa cagança” por ser dos que votam sempre, dos que não acreditam em deus (por causa dele, se ele existisse as crianças não morriam à fome, as cheias não matavam sobretudo os pobres, os médicos amaricanos que no Katrina eutanasiaram morriam antes de fazê-lo, e, os angolanos que estão a comprar Portugal iam presos por roubarem o Povo), dos que acham que Cavaco Silva é manhoso, não gostam do Toni Carreira e gostam de mulheres.
Claro que eu sou um bocado mais melhor, é que eu sou do FCP.

Boa semana.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cavaco é igual ao Zé.



Cavaco Silva é o Presidente que mais se parece com o português comum, ganancioso, manhoso, mentiroso e burro.
Consegue ser mais ganancioso que um vulgar cidadão porque é formado, tem estudos que lhe dão vantagens, basta apreciar os seus sorrisinhos para se sentir que são forçados, são uma artimanha para atingir os fins desejados.
Nasceu em Boliqueime (terra que o há-de excomungar) esta espécie de extra-terrestre, mente compulsivamente e é mais bronco que um carroceiro dos antigos, a aspereza prejudica-o, logo é burro.
Dirão que é exagerada a declaração da parecença, eu digo que não, eu só disse que ele é parecido com a maioria, basta constatar que em Portugal são mais os que se abstêm que os que votam para validar a afirmação que faço inicialmente, deixemo-nos de afabilidades, já lá diz o ditado, a galinha da minha vizinha…
Bom Domingo, aliás, domingo.
Não se esqueçam de ir tomar o Sinhor.
Imagem daqui: http://aespeciaria.blogspot.com/

sábado, 28 de janeiro de 2012

O Silva amuou.

Nem os netinhos lhe arrancam um sorriso, não quer ir à net e anda de tampões nos ouvidos. Sair à rua? Só se for para ir ao funeral de alguém muito importante. Até os reformados madeirenses mandaram ajuda via CTT, não percebo, o Povo só quer ajudar, achará pouco? Fala-se já na monitorização do manhoso de Boliqueime, à solta é um perigo para ele próprio e para a corja que o rodeia, a velha feia (Nelinha Leite) deve estar uma bicha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Acautelem-se Marcelos e Vitorinos.

Manuel Carvalho da Silva despede-se de secretário-geral da CGTP com um discurso de estadista, não fosse ele comunista e, às tantas, seria condecorado por serviços prestados ao País e aos Portugueses, acontece que na Presidência Portugal tem um beato manhoso que se tem vindo a desonrar a si mesmo e à Pátria porque de forma alguma cede às suas convicções.
Cavaco Silva desonrou-se quando, ainda antes do 25 de Abril de 1974, se pôs a jeito da pide, quando se juntou aos gatunos da SLN, quando não compareceu nas exéquias de José Saramago, o segundo dos dois únicos prémios Nobel de Portugal, continuou a desonrar-se com muitas intrigas políticas, finalizando com a triste representação da choraminguisse sobre as suas remunerações que indignou a maioria dos Portugueses, residentes e emigrantes, pois o espectáculo correu mundo.
Carvalho da Silva poderá ser o próximo Presidente da República Portuguesa, assim ele o queira, acautelem-se aqueles que há muitos anos têm vindo a “trabalhar a imagem”, terá o meu voto se decidir candidatar-se, se se apresentar como independente, mesmo recebendo depois o apoio do PCP, Carvalho da Silva ganha com uma perna às costas.

O Estado a que chegamos



José Fresca morreu no parque de estacionamento do Hospital de Beja depois de, por duas vezes, ter pedido ajuda na urgência, Ministério Público dispensa autópsia logo não há inquérito.
Em França, depois do aparecimento de cancro em várias mulheres portadoras dos implantes mamários da marca “PIP”, o Ministério da Saúde alerta (com veemência) as detentoras a deslocarem-se às unidades de saúde afim de substituírem as próteses, por cá as autoridades de saúde pedem calma e aconselham as mulheres a dirigirem-se aos médicos se sentirem algo de anormal.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O manhoso de Boliqueime envergonha Portugal.

Por causa da petição on-line que pede a demissão do actual Presidente da República, o “JN” publicou ontem uma crónica de Fernando Santos intitulada “O oportunismo anti-Cavaco” onde se lia Para lá de (re)legitimado pelo voto do povo há apenas um ano, o inquilino do Palácio de Belém foi desastrado na choraminguice sobre a sua reforma, apesar de tudo privilegiada, mas não violou a Constituição nem roubou ninguém ao ponto de dever ser apeado.” terminando a sugerir que, nos dias que correm, seria trágica uma crise política.
Só um tolinho poderia pensar que o abaixo-assinado, que já vai nas 28.876 assinaturas, levava à saída de Cavaco de Belém, por acção legislativa tal não é permitido, por iniciativa do visado só se o cargo lhe acarretasse prejuízo.
Ouvi dizer, a vários comentadores, políticos que Cavaco Silva pensa só nele, que quis ser Presidente porque a função lhe dá proveitos financeiros mesmo não recebendo a remuneração inerente à tarefa que desempenha actualmente, basta imaginarmos quanto custa hoje aquilo que vulgarmente se designa por cama, mesa e roupa lavada, mais carro, motorista, combustível, telemóvel, e demais alcavalas, Medina Carreira foi mais comedido, limitou-se a dizer que "ele é bom é calado".
Muitos não sabem, outros esquecem propositadamente, que Cavaco Silva é o principal responsável pela falência a que chegou Portugal, foi ele quem começou a desbaratar os milhões que iam chegando da Europa, foi ele quem arruinou a agricultura e as pescas, foi ainda ele quem engordou a máquina pública com, por razões eleitoralistas, aumentos aos funcionários do Estado e atribuição de pensões aos que torturaram e matarem, os agentes da pide.
Sem o beneplácito do manhoso de Boliqueime Dias Loureiro não teria ganho o que roubou na Sociedade Lusa de Negócios transformando o BPN num fardo que ainda não se sabe quanto acabará por custar ao Estado, muitos dos que hoje têm em seu poder a maioria do dinheiro de Portugal nunca o teriam sem a sua bênção.
Quanto às declarações que geraram toda esta “tempestade” sou levado a pensar que Cavaco se limitou a desabafar a tristeza de não poder adicionar ao seu pé-de-meia a retribuição que receberia se não tivesse as pensões.
Entretanto os jornalistas portugueses da Euronews, já despedidos pelo actual Governo, continuam a cumprir a tarefa de informar e a bronca cavaquista é mostrada ao mundo várias vezes por hora.