terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
SÓ PARA ADULTOS
Será possível passar de hetero a homo de um momento para o outro?
Escuto regularmente, na Antena 1, o programa “O amor é” de Júlio Machado Vaz com Inês Menezes, mais para ouvir os termos tripeiros que o Júlio usa com alguma regularidade que por causa dessas coisas da sexologia, não deixam no entanto de ficar algumas coisas no ouvido.
Há dias falavam da homossexualidade, de casos de homens e mulheres que ao fim de uma vida hetero tinham concluído que eram homo, dizia Machado Vaz que, com o tempo, vão aparecendo sinais como começar a apreciar a beleza de pessoas do mesmo sexo, por exemplo.
Ora bem, eu estou a ficar com algum receio, não que ande por aí a sentir que o Zé ou o Manel até sejam engraçadinhos, não, é uma coisa mais forte, mais sexual mesmo.
Quando eu era miúdo o termo chupar fazia aparecer na minha mente um chupa-chupa ou um caramelo, quando comecei a usar calças compridas a figura mudou para umas catraias, agora, aos cinquenta e nove, imagino o nosso ministro das finanças.
Querem ver que vou dar um desgosto aos meus filhos?
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Carlinhos da Sé, o do Porto
Há já uns anos se fala (muito) do lobby gay, não sei se a promoção política de Paulo Portas (que dizem ser travesso) tem a ver com o caso, sei que quando se abordava o assunto me vinha à lembrança o Carlinhos da Sé que conheci era eu miúdo.
Aquando da inauguração do monumento a Deocleciano Monteiro, o Duque da Ribeira, gracejei, “o Duque era querido pelas gentes da zona ribeirinha do Porto foi homenageado, o Carlinhos da Sé que foi o primeiro paneleiro assumido também merecia uma estatua erigida pelos seus pares que se diz terem muito poder”.
Há dias procurei no Google se haveria alguma coisa sobre a “D. Carlota”.
Foto não havia, encontrei alguns textos, no blogue “Fiel Inimigo” - http://fiel-inimigo.blogspot.com escrevia “CARMO DA ROSA”
“Não tem muito a ver com o assunto, tanto melhor, mas vejam lá que ambos (eu e o meu amigo) ainda chegamos a ver ao vivo o Carlinhos da Sé (que Deus tem) a pavonear-se na Invicta entre a rua Escura e a rua da Banharia. O leitor que conheça bem o Porto, pergunta-se imediatamente - o que andariam a fazer dois jovens de Gaia com 13 anos de idade nestas vielas do pecado? Bem, não têm nada a ver com isso…
Para os que não conhecem o Porto (é triste mas acontece a muito boa gente) aqui vai uma curta descrição do Carlinhos, a referência por mim utilizada para situar a amizade no tempo: É preciso compreender que o personagem nos anos 60 era de longe mais famoso que o Pinto da Costa, tendo sido talvez a primeira grande bichona assumida da cidade do Porto, contribuindo à sua maneira para uma maior aceitação dos homossexuais na região do Porto.
Era vendedor ambulante de sutiãs e roupa interior e vestia normalmente um avental por cima de calças de terylene pretas muito justas à sua enorme peida de hermafrodita. Gabava-se publicamente de responder torto à autoridade quando a situação assim o exigia.”
Era vendedor ambulante de sutiãs e roupa interior e vestia normalmente um avental por cima de calças de terylene pretas muito justas à sua enorme peida de hermafrodita. Gabava-se publicamente de responder torto à autoridade quando a situação assim o exigia.”
José Martins - http://comunidade.sol.pt/blogs escreveu
“O CARLINHOS DA SÉ
Algum "Maralhal" que ler esta prosa, certamente que nunca ouviu falar no " Carlinhos da Sé".Mas os rapazes da minha idade e com menos uns 10 anitos, tenham vivido no Porto Gaia e arredores, ouviram e conheceram a figura típica da cidade tripeira o "Carlinhos da Sé".
O Carlinhos, um maricas que se movimentava, durante o dia e noite, caminhando pelas calçadas e vielas da Sé com uma cesta no braço cuja mercadoria eram calcinhas de senhoras, coletes (chamam-lhe agora "soutiens") para segurar os peitos das mulheres; meias e atilhos para as apertar nas coxas.
O "Carlinhos da Sé", oferecia festival de riso aos transeuntes quando com eles se cruzava na Mousinho da Silveira, Largo dos Loios e Caldeireiros.
As potenciais clientes da mercadoria do Carlinhos eram as "p***s" das casas de tia que abundável pela baixa tripeira.
Havia uma onde não tinha clientes: "A Micas da Boa" logo à entrada da Rua de Camões e do lado da Alferes Malheiro. As "p***s" da "Micas-da-Boa" era para os "bem-bens" do burgo tripeiro a 100 escudos a "rodada" e um dinheirão para a época!
Não se conheceram sortidas amorosos ao "Carlinhos da Sé" ou que tenha andado de amores com algum "rufia" ou azeiteiro da Rua Escura ou da Bainharia.
Era o "Carlinhos da Sé" de calças de perna curta que lhe apertavam o traseiro de tal forma a dar-lhe a aparência de "rabo" de "matrona" nutrida e de boas carnes.”
Na internet não encontrei nenhuma foto, decidi procurar quem a tivesse e encontrei, a D. Fina da Rua Escura tinha uma que de imediato me emprestou, já que estava no terreno tentei saber mais, como se chamava realmente, a idade, se era natural do Porto, foi como se se tivesse esfumado, na junta de freguesia, nada, fui mesmo ao Bairro do Aleixo, nada, soube no entanto que a D. Mariazinha da “Casa da Mãe Preta” na Ribeira seria, às tantas, quem mais dados me poderia fornecer.
Acontece que a senhora está doente e não pude chegar à fala com ela, acabei por ficar, só, a saber que, supostamente, o Carlinhos terá morado na Rua das Aldas, junto ao Terreiro da Sé tendo-se mudado para a Rua dos Mercadores, vindo a falecer quando morava na Rua dos Canastreiro (zona do Barredo), parece que, no andar assinalado na foto.
Já que por ali andava lembrei-me de outra figura do sítio, o Esterco da Ribeira, um estivador de nome Paranhos que sendo analfabeto falava várias línguas, o Esterco ainda é vivo, mora num lar, e eu disse que falava porque pelos vistos perdeu a fala, estou a tentar arranjar mais elementos sobre ele, e a foto, claro.
PS: Antes de divulgar aqui a foto do Carlinhos da Sé tentei infrutiferamente contactar com Germano Silva de quem sou leitor, não sei se ele já escreveu sobre a figura, se terá a foto, gostava de lha dar, não consegui.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
"Último jornal "Público" espanhol foi hoje para as bancas"(JN/on-line)
Eu ainda me lembro do tempo em que a administração do “Público” espanhol ofereceu uma pipa de massa ao Belmiro e ele recusou vender o diário português (com o mesmo nome) afirmando, “enquanto eu for vivo não está à venda”.
Já sei, mas amandou pasta prá Holanda!
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Polacos
No Porto teriam levado no focinho logo à primeira e andavam pianinhos, com javardos destes e tendo virado à direita não prevejo grande futuro àquela terra.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A regateira ainda não se escondeu.

Ainda os vou ver de capacete da tropa, está a faltar barulho a sério, será que só gastam bombas nas caixas multibanco?
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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