sexta-feira, 27 de abril de 2012

"De Espanha nem..."

Ontem assisti a um bom jogo de futebol entre o Atlético de Bilbao e o Sporting Clube de Portugal, incerteza até ao fim, claques a puxar pelos jogadores, arbitragem que pouco influenciou o jogo, e ao fim ganhou a equipa que (na minha opinião) mais mereceu passar à final.
No fim do jogo, para fechar a jornada com chave de ouro, as claques dos dois clubes ovacionaram-se uma à outra e conviveram, foi bonito de ver.
Não acredito que se o jogo acontecesse em Espanha as coisas se passassem da mesma forma.
A final será entre os Atlético de Bilbao e o de Madrid, é assim a modos que um confronto entre mãe e filha, soube há dias pela comunicação social que a equipa de Madrid foi criada por um grupo de bascos que vivia na capital espanhola.
Na final vou torcer pelos bascos, mesmo sendo (por razões obvias) admirador de Falcão.
Bom fim-de-semana.  

O homem do presidente

quarta-feira, 25 de abril de 2012

"Papa abre inquérito a fugas de informação no Vaticano"

Pra mim houve conversa do Ratz
 com o manhoso de Boliqueime.

O dia 25 de Abril faz-me sempre recordar momentos formidáveis de alegria, tudo era novo, tudo tinha renascido, até os polícias (que hoje voltam a agredir impunemente/ Escola-Fontinha), até esses que por tudo e por nada arreavam no Povo se tornaram em mansos carneirinhos.
Foram tempos bons, todos conheciam toda a gente, mas, e há sempre um mas, passados poucos anos tudo regrediu, a ganância voltou a impor as regras levando-nos para onde estamos hoje.
A mim resta-me recordar os amigos com quem curti as liberdades que Abril me trouxe, conversava há dia com o Alberto Jorge (que não via há anos) e concluímos que já partiram alguns, não somos propriamente velhos, burros não somos de certeza, resta-me a esperança de poder voltar a rir alegremente porque a coisa voltou a mudar.

Cavaco Silva não usa cravo

Cavaco Silva não usa cravo por respeito, este ano há muita merda de cravo ao peito na Assembleia da República.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Deonde saiu este cromo?

Não tem idade para ser retornado, deve ser filho de.

Estou com os militares de Abril.

A ética manda que assim se proceda, os homens da Associação 25 de Abril pré-anunciaram que iriam boicotear as comemorações do 25 DE ABRIL na Assembleia da República, estou com eles, no entanto, eu, procederia de outra forma, calava-me muito caladinho e faltava pura e simplesmente para que ficassem as cadeiras vazias.
Como procederiam Mário Soares e Manuel Alegre se a ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL não divulga-se a sua intenção? Será que mais alguém, importante, vai aderir ao boicote?
Jorge Sampaio mandou dizer que não estará presente por questões de agenda, claro que não estaria presente, na agenda já dizia 25 de Abril e ele sabe muito bem que tem lugar marcado nas celebrações, sou levado a pensar (até porque Jorge Sampaio é muito inteligente) que quis dar uma das muito faladas bofetadas de luva branca, não acredito que esteja numa de querer ficar de bem com deus e o diabo, mas que deixa a ideia daqueles empregados que metem baixa em dia de greve, deixa.
Não posse deixar de me manifestar contra mais uma golfada vomitiva da besta que dá pelo nome de Abreu Amorim, diz o pulha, referindo-se aos que já disseram que não vão, que lhe faz lembrar a “brigada do reumático”, quem é este porco para adjetivar de tal forma quem tudo arriscou para que ele hoje possa abrir a cloaca livremente? Des confio que “O Baleia” (assim é conhecido Abreu Amorim) anda a esticar a corda para que lhe esmurrem as ventas, para se fazer de mártir e subir no PSD, ou então alguém lhe disse que ficava bem de colar cervical, podia ir passear à noite para debaixo do viaduto de Gonçalo Cristóvão, onde é que já ouvi isto?
Miguel Sousa Tavares, não tem aparecido e aproveita tudo, agora veio dizer que A 25 DE ABRIL “perdeu há muito a credibilidade”, já muitos lhe disseram para cortar à bebida, podia ao menos respeitar a memória do pai.

PS: Jorge Sampaio bem me tramou, agora fico com a ideia que esperava para ver quem mais iria faltar, a agenda era tanga?
Vou esperar e ver o que vai o “cenoura” fazer, se arrear a giga continuo a gostar dele, se for para lá fazer salamaleques rogo-lhe uma praga que nunca mais acerta nos cozinhados e nunca mais a Maria José lhe faz cafuné.

domingo, 22 de abril de 2012

"No país que odeia vencedores"


PEDRO MARQUES LOPES

No país que odeia vencedores

por PEDRO MARQUES LOPES


Jorge Nuno Pinto da Costa completou na última terça-feira trinta anos como presidente da mais bem sucedida instituição portuguesa da nossa história recente: o Futebol Clube do Porto.
Em nenhum sector de actividade uma organização conseguiu sequer aproximar-se do desempenho nacional e internacional do clube nortenho. Até o mais distraído dos cidadãos não ignora as sistemáticas vitórias do Futebol Clube do Porto no plano interno em todos os desportos profissionais ou semiprofissionais e os êxitos retumbantes a nível internacional. Desde 1964, o único clube de futebol português a ganhar provas europeias e mundiais foi o FC Porto. Ganhou sete, batendo-se de igual para igual com clubes representativos de cidades e países com muitíssimas mais capacidades financeiras e com uma capacidade de recrutamento de jogadores e treinadores quase ilimitada - não vale a pena perder tempo referindo os campeonatos e taças dentro de fronteiras, o espaço nesta página é demasiado pequeno.
A pergunta impõe-se: que empresa portuguesa, que instituição, foi a melhor da Europa, no seu ramo de actividade, por duas vezes ou, pelo menos, chegou perto disso nos últimos trinta anos? Pois...
Os sócios e adeptos do FC Porto, o desporto português e a comunidade portuguesa devem todos esses feitos a uma pessoa: Pinto da Costa. Claro que nenhum homem sozinho seria capaz de tão espantosa obra, mas foi, de facto, ele o grande motor, o grande líder duma das mais extraordinárias histórias de sucesso duma organização portuguesa.
Pinto da Costa é, sem sombra de dúvida, o mais brilhante gestor português e, no seu sector, um dos melhores do mundo, senão o melhor (é o presidente dum clube, no mundo inteiro, com mais títulos ganhos). Em qualquer país que não estivesse minado pela inveja, que não vivesse obcecado pela intriga e não odiasse vencedores, o presidente do FC do Porto seria um autêntico herói nacional. O exemplo de alguém que com parcos recursos, liderando uma organização originária duma região pobre da Europa, conseguiu, à custa de trabalho, capacidade de organização e uma dedicação sem limites transformar um clube como muitos outros num dos maiores do mundo seria estudado, promovido, glorificado. Não é em vão que por esse mundo fora o FC Porto e o seu presidente são homenageados e vistos como autênticos fenómenos. Mas, em Portugal, quanto maior for o sucesso, maior será o ódio, maior será o desprezo, e, claro está, Pinto da Costa é o alvo de toda a desconsideração, de toda a infâmia, de toda a calúnia.
Desenganem-se os que acreditam que a razão para tanta falta de respeito pela obra realizada se deve exclusivamente à paixão que rodeia as coisas do futebol, ao facto de um clube com menos adeptos que os seus rivais lhes ganhar sistematicamente, às tomadas de posição muitas vezes duras do presidente ou ao discurso exageradamente regionalista. Terão essas razões algum peso, mas estão longe de ser as fundamentais. Pinto da Costa é invejado e odiado porque ganha. E ganha porque sabe mais do seu ofício, porque trabalha mais, porque sabe organizar melhor a sua empresa. Mas isso no nosso país pouco conta. Toda a gente sabe que se alguém é rico é porque roubou, se alguém tem um bom contrato é porque tem cunhas. Porque seria diferente com Pinto da Costa?

O sucesso em Portugal nunca serve de exemplo, nunca leva as pessoas a quererem fazer melhor, a trabalharem mais, a serem mais empenhadas.

Como dizia um meu bom amigo benfiquista, em Portugal só no futebol se fazem declarações de interesses. Sou sócio do FC Porto. Estarei eternamente agradecido a quem me proporcionou tantas alegrias e me fez quase arrebentar de orgulho por ser portista e português. Mas isso, para o tema, pouco importa. É quase patético ter de anunciar a minha condição de adepto dum clube apenas porque se reconhece a obra de alguém ímpar na nossa comunidade, de alguém que honrou o nome da cidade do Porto e de Portugal.

Muito obrigado, sr. Pinto da Costa.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Está prássim


A demissão de Matos Fernandes da administração da APDL-Administração dos Portos do Douro e Leixões significa a rendição do Estado.
Os privados ganham mais uma guerra.
Um dia destes muda a bandeira de Portugal, ao centro teremos o símbolo da Jerónimo Martins, Sonae, ou Amorim. Terá alguma coisa de bom, a originalidade.