sábado, 7 de julho de 2012

NO PORTO JÁ "CHOVEU".

"Editor de guia turístico puxou a orelha (esquerda) a Rui Rio"

"A inauguração da nova Praça das Cardosas, na Baixa do Porto, terminou com um incidente entre o presidente da câmara, Rui Rio, e Manuel Leitão, empresário e editor do guia de restauração "Porto Menu", que tem na capa uma imagem de uma fachada do Mercado do Bolhão onde se lê a frase "Rio és um FDP"."

"Ao abandonar ontem, ao fim da tarde, a nova praça, Rio foi inesperadamente abordado pelo empresário, que se abeirou dele e lhe perguntou: "Sabe quem eu sou?" Ao mesmo tempo, Manuel Leitão agarrou e torceu a orelha esquerda do presidente da câmara."

(in Publico)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

DESPEDIDO

Mais uma voz do NORTE silenciada.

A direção de informação da “RTP” decidiu prescindir da participação de Júlio Machado Vaz como comentador desportivo no programa “Trio de Ataque”.

Muito tranquilo, como é seu timbre, Júlio M. Vaz despediu-se dos telespetadores mencionando que, de adeptos de todos os clubes recebeu parabéns pela postura adequada que manteve no programa, onde defendia o Sport Lisboa e Benfica.
Como foi o único que se despediu, depreende-se que Rui Oliveira e Costa continuará a defender o Sporting Clube de Portugal, e Miguel Guedes o Futebol Clube do Porto, Hugo Gilberto também deverá continuar como moderador.

Na mudança, não é difícil calcular que terá partido do orelhas (Luís Filipe Vieira) alguma forma de pressão sobre a direção de informação, primeiro porque o Júlio é do Porto, segundo porque não alinha na “boatagem “ própria dos “patrões” do salão de festas do FCP, terceiro (quiçá a razão mais forte), porque estando (JMV), intelectualmente, muito acima do presidente e dos comentadores dos lampiões, estes deviam sentir-se incomodados.
Aguarda-se agora para ver a cara do parvalhão recrutado para o substituir, não deve diferir muito do anedótico Rui Gomes da Silva, estou mesmo tentado a arriscar o nome de João Malheiro que há muito anda aos caídos, eu gostaria mais de Ricardo Araújo Pereira, sempre é cómico, António Pedro Vasconcelos está xexé, e João Gobern não é porque saiu há muito puco tempo.
 
A ver vamos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

UM PAÍS ESTÁ PODRE QUANDO A IMPUNIDADE É APANÁGIO DO ESTADO!


Para encerrar a linha de comboios do Tua com vista à construção de uma barragem o Governo elaborou um plano de mobilidade destinado a compensar as populações que ficaram privadas do comboio, para o efeito a “CP-Caminhos de Ferro de Portugal” pagava 125 mil euros à empresa “Metro de Mirandela”, e esta subcontratava táxis que se ocupavam da locomoção dos utentes da via-férrea encerrada.
No passado domingo, 1 de julho, a linha do Tua foi (oficialmente) considerada encerrada, daí em diante acabou a responsabilidade da “CP”, logo, terminou o pagamento compensatório ao “Metro de Mirandela” que, sem possibilidade de circular entre Cachão e Tua, e sem maneira de nesse trajeto deslocar os passageiros, vê ameaçada a rentabilidade da sua atividade.
José Silvano, autarca de Mirandela, ameaça encerrar o “Metro” e acusa o Governo (composto maioritariamente por elementos do seu partido político) de incumprimento.
A linha do Tua tornou-se, a partir de certa altura, num caso de polícia sem queixas formalizadas, os acidentes que vitimaram várias pessoas foram sempre atribuídos a causas naturais quando na realidade se deveram à falta de manutenção da via, acidentes que ajudaram (muito) a abreviar o seu encerramento.
Pode-se hoje deduzir que houve negligência propositada, que se matou gente para abrir caminho a interesses economicistas, portanto, existiram crimes que ficaram impunes.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O EUFRÁSIO DA CREMILDE FOI PRESO (ficção)



Não sei se o nome Paciência era próprio se alcunha, sei que era assim chamado o, há muito falecido, marido da senhora Cremilde, que morreu relativamente novo, ainda hoje na aldeia não se usa o costumeiro “morreu como o cão do Miguel”, mas, “morreu como o Paciência”, quando querem dizer que alguém faleceu de forma estranha e ou violenta.

Na aldeia todos sabiam que a Cremilde “acertava o passo” ao marido, não o diziam “à boca pequena”, frequentemente, e em público, qualquer fedelho perguntava, “ó Cremilde, já fod..te as trombas ao teu homem hoje?”. Ela não se amofinava, sorria até, demonstrando alguma vaidade.

O pobre desgraçado deve ter nascido fadado para a desgraça, lá em casa era o único que “vergava a mola”, andava à jorna para toda a gente, e quando não havia trabalho fora ocupava-se de uns terrenitos de onde tirava o sustento para ele, para a mulher e dois filhos.

Um belo dia, logo de manhã cedo, vi-o passar junto à casa da minha tia, ia com um braço todo ensanguentado, à tarde voltou da sede do concelho com o mesmo braço engessado, disse-se que o burro lhe ferrara. Nesse mesmo dia o Paciência foi para longe abandonar o burro, mas ao outro dia, à noite, o burro voltou e pôs-se a zurrar em frente à casa para lhe abrirem a porta da loja. Fazendo jus ao nome, o marido da Cremilde acolheu-o novamente, antes não o tivesse feito, passado pouco tempo o asnático voltou a ferrar no dono, só que desta na cabeça, matando-o, logo começou o falatório, todos na aldeia responsabilizavam este ou aquele da casa, menos o burro, pela morte do desgraçado.

Certo é que veio a guarda, uma ambulância, levaram o corpo para autopsiar, fez-se uma coleta, enterrou-se o homem, o burro permaneceu, e a vida continuou.

Da união do falecido com a Cremilde haviam nascido dois rebentos, que se dizia poderem ser filhos de qualquer um da aldeia menos daquele a quem chamavam pai, o Josué, o mais velho que ainda novo, para fugir à tropa, foi a salto trabalhar para as minas de carvão das Astúrias e por lá morreu com a doença do silicone nos pulmões, nunca mais regressando à terra que o viu nascer, nem mesmo depois de morto, e o Eufrásio.

Cremilde era uma mulheraça de finas feições, se não se reparasse na bigodaça, pró alto, anca e peitos volumosos que fazia questão de exibir fizesse frio ou calor.

Era conhecida nas terrinhas todas, ali à volta, onde houvesse feira, ela ia a todas, ia e vinha, outras vezes ia e ficava por lá uns dias quando era apanhada em flagrante naquilo que melhor sabia fazer, roubar carteiras, constava que nunca foi parar a uma prisão porque os guardas a obrigavam a devolver o que tinha roubado conseguindo assim que a perdoassem, depois mantinham-na no posto por uns tempos até que, começando pelo comandante seguindo-se as praças, todos se servissem dela até ficarem satisfeitos, e ela não se importava, pois nos dias de festa lá da terrinha os guardas passavam sempre por casa dela, depois da procissão lá estavam os cavalos brancos amarrados na argola da tasca do Paulino que ficava mesmo defronte.

Nas suas andanças pelas feiras, Cremilde fazia-se sempre acompanhar pelo filho mais novo, adivinhava-se o futuro do pequenote.

Por volta dos 13/14 anos, Eufrásio tornou-se num adolescente extremamente violento, batia em todos, novos, velhos, homens, mulheres e crianças, chegou mesmo a dar um enxerto de porrada ao sacristão, ao coveiro, que era seu tio, tentou enterrá-lo numa cova que estava a abrir para o Megilde que se tinha suicidado com remédio do escaravelho, não tivesse o Arménio (coveiro) gritado a plenos pulmões por socorro e ia “desta para melhor”.

Eufrásio arriou impunemente em toda a gente menos no padre e no regedor, até que um dia abriu a cabeça ao primeiro e o segundo espetou com ele num reformatório onde permaneceu até à idade da tropa, nem foi a casa, assentou praça diretamente.

Iniciou-se então uma nova rotina, com regularidade aparecia na povoação um jipe da tropa, vinham buscar o recruta que saía de fim-de-semana e não regressava ao quartel, por lá ficava uns tempos de castigo até que lá aparecia novamente o carro com a polícia militar.

Feita a recruta o nosso herói foi mobilizado e foi “bater com os costados” na Guiné, devido aos constantes castigos por lá ficou quase cinco anos, quando regressou trazia pelo braço uma senhora da cidade, era uma das madrinhas de guerra que, graças aos aerogramas que eram de borla, conseguiu engatar, e com ela casou passado muito pouco tempo.

Entretanto Cremilde, sua mãe, tinha desaparecido, ninguém se importou, constava que tinha fugido para o Brasil com alguém da terra ao lado que nunca mais ligou à mulher e aos filhos.

Como nunca tinha feito nada na vida e sem qualquer fonte de rendimento, Eufrásio decidiu tornar-se proxeneta da própria esposa, como fazia com sua mãe voltou às feiras, obrigava a mulher a prostituir-se, e se o cliente estivesse endinheirado roubava-o.

A senhora, cujo nome nunca soube, conseguiu, numa ocasião em que o marido estava a emborrachar-se no tasco, ir a casa do Sepião que era quem recebia o correio e tinha telefone público, telefonou para casa de familiares a contar a sua desgraça e nesse mesmo dia chegou um carro de praça que a levou, nunca mais o Eufrásio lhe pôs as vistas em cima.

Sem mulher nem dinheiro resolveu emigrar, passado algum tempo, duma povoação pegada, veio a novidade, alguém que também tinha decidido tentar a sorte no estrangeiro contou que tinha trabalhado com ele no Iraque, andava nas obras, a construir os palácios de Saddam, por lá, ou por outras paragens ficou muito tempo até que voltou, ninguém o reconhecia, magro, velho, mal-ajambrado, e sem uma mão, voltou maneta.

Contou a um primo que o apanharam, lá, no Iraque, a roubar e… Zás, mão direita fora.

Sem a mão que tinha arte, para roubar, decidiu dedicar-se à pedincha, andava de terra em terra a bater de porta em porta, mas levava com ele a fama que tinha granjeado em novo, ninguém lhe dava nada, antes pelo contrário, corriam-no quase sempre à pedrada.

Voltou a desaparecer uns tempos, mas como quem é vivo sempre aparece, alguém da terra o viu a mendigar em Lisboa exibindo o sítio da mão que lhe amputaram no Iraque.

Os anos passaram e o Eufrásio acabou recolhido numa instituição de beneficência, mais um par largo de anos se passou até que, ontem, lá estava uma notícia no jornal, Eufrásio tinha sido detido no albergue onde sobrevivia, tinha molestado sexualmente uma assistente social idosa deixando-a às portas da morte.

O jornal andou de mão em mão, o Eufrásio ia ser patife até morrer,

Com graça alguém disse, “vá lá, anda com sorte, está cá, olha se fosse no Iraque”.   

domingo, 1 de julho de 2012

 
 
 
 
 
 
 
 
Já perdemos a glória
Impõem-nos silêncio e calma
Querem tirar-nos a memória
Já só os sapatos têm alma.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

PARECE QUE QUEREM MATAR O REI.


Todos sabiam que a saúde de Eusébio está bastante debilitada, porque o levaram para o europeu de futebol?
Não é fácil imaginar quanto vão custar os exames médicos e o seu internamento, se a isto juntarmos o custo da sua evacuação em avião medicalizado não é difícil deduzir que se vai gastar uma fortuna.
Espero que a filha do Pantera Negra, aquela que tem dois cursos superiores, se tenha deslocado à Polónia para acompanhar a retirada do pai não vá acontecer-lhe alguma coisa durante o voo.
Um funeral de Estado, nesta altura do campeonato, dava um jeitão ao Governo e ao Presidente da República.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Remessas dos emigrantes sobem para níveis de há 10 anos"


Os emigrantes não enviavam tanto dinheiro para Portugal desde 2002. O aumento da emigração e as dificuldades do País podem estar na origem de uma inversão de tendência, diz o Diário Económico.
 
As remessas de emigrantes portugueses voltaram a aumentar, após a quebra sentida em anos de crise, como 2008 e 2009, e depois de terem estagnado no último ano.
Escreve hoje o Diário Económico que os dados divulgados pelo Banco de Portugal mostram que os emigrantes portugueses enviaram 822,4 milhões de euros para o País nos primeiros quatro meses do ano, o que representa um aumento de 17,6% face ao homólogo de 2011, e é mesmo o valor mais alto da última década.


Esta notícia do "DN" (on-line) vem demonstrar que a maioria dos emigrantes portugueses estão com a sua terra natal, alguns que eu conheço, e outros (que se desdobram a dizer mal de Portugal) são uma insignificante minoria.

ZUM-ZUM? SÓ?


  • Fonte, mais ou menos, bem informada disse-me que a privatização da Caixa vai voltar (introduzida pelos jornalistas que pediram suspensão da carteira profissional e agora trabalham para o Governo) aos noticiários e jornais, os governantes querem sondar a reação popular, o Primeiro-Ministro já deixou claro que pedir novos sacrifícios aos portugueses não é o caminho.
    Passos Coelho já defendeu, publicamente, a privatização, temo que o zum-zum tenha fundamento, já foram quase todos os anéis, agora vão os dedos.

domingo, 24 de junho de 2012

O S. JOÃO NÃO AJUDA MANHOSOS



O “JN” (papel) noticia hoje na sua última página, “Cavaco veio ao S. João de Rui Rio”, nada mais acertado, ao do Povo não teve “tomates” para ir, ficou-se (a bordo de um barco de turismo, no meio do rio) pelo do atual Presidente da Câmara, que também não é o do Povo, e o autarca também não os tem para se misturar com a plebe.
O manhoso de Boliqueime conseguiu furtar-se à receção que as gentes da cidade, e não só, lhe fariam caso não fosse covarde, fugiu esta noite mas hoje não conseguiu e ouviu das que não queria em Guimarães, num dos cartazes dos manifestantes vimaranenses podia ler-se "Cavaco os 10 mil euros de reforma não chegam, mas vive com os nossos 300 euros".
Cavaco Silva usava, muito, as vindas ao Norte para melhorar a taxa de popularidade, acabou a mama.
Agora só se for na terrinha dele, e mesmo aí, não sei.

VIVA O S. JOÃO, OU, AINDA HAVERÁ ARROLADOS?


No tempo em que os anos ainda não me pesavam era com ansiedade que aguardava as três noites, Passagem de Ano, Carnaval e S. João.
A juventude da minha geração passava as passas (do Algarve) da terra do manhoso (Cavaco Silva) para conseguir desenfiar-se uma noitita fora de casa, não era muito difícil em época de exames, dizíamos que íamos para casa de um colega estudar, e como o telefone ainda era um luxo, e ir a casa do colega perguntar ficava mal, quase sempre pegava.
Noutras ocasiões perdia horas, dias, e até semanas a inventar um barrete que o velho podia enfiar ou não, mas havia aquelas três noites, quando chegavam, o roteiro já estava mais que definido.
Os mais surrelfas, não era o meu caso, quando se estivessem a aproximar as (tais 3) noites de ramboia andavam direitinhos que nem um fuso, parecia que não quebravam um prato, uns autênticos meninos do coro, não fosse sair castigo, e, se por acaso ouvíssemos, “na noite de … ficas de castigo, não sais de casa”, a trabalheira que dava tentar virar o capacete ao pai.
Às primeiras investidas, que eram quase sempre acompanhadas de um “ó mãe, não queres que te ajude a fazer nada?”, recebia-se um “não me chateies, isso é com o teu pai”, dava-se algum tempo, não fosse a coisa em vez de resultar agravar-se, e voltava-se à carga, uns beijinhos à velhota ajudavam muito, “ a minha chamava-me “sendeiro”, que raio de nome.
Um pouco de graxa a um vizinho por quem os pais tivessem consideração às vezes dava, mas bom mesmo era a visita´, a nossa casa, de uns tios da aldeia que gostassem de nós, uma cunha deles era tiro e queda, resultava sempre.
O meu tio Alfredo, que era gago e portista, Deus o tenha, se chegasse a minha casa e me visse lá dizia logo, “eeeentão raaaapaz, queeeee, fiiiizesssste deeeesta veeeez?”, é que visitas não era comigo, se não precisasse de nada punha-me na alheta, não estava para ouvir a conversa de sempre, “o fulano ainda é vivo? Quantas pipas de vinho deu esta ano a vinha da seara? O padre ainda é o mesmo?”, era sempre a mesma lenga-lenga, a fruta da época que eles traziam por costume e que era novidade comia-a ao outro dia.
Chegadas as noites era eu o primeiro a abeirar-me da mesa para jantar já com o banhinho tomado, mal o meu progenitor entrava na sala sentia de imediato o peso do seu olhar, sentava-se, a seguir a minha mãe, e só depois eu, e o raio do olhar dele em cima de mim.
Era sagradinho, uma ou duas colheradas de sopa e lá vinha a pergunta dirigida à minha mãe, “ele tem-se portado bem?”, mesmo que a minha conduta não tivesse sido muito abonatória jamais a minha santa mãe me deixou ficar mal, ela sabia que com a sua atitude ganhava mais uns beijinhos, antes de acabar de comer ainda ouvia uns tantos considerandos sobre os malefícios de comer muito depressa, e como o senhor Manuel (meu pai) comia devagar nesses dias…
Acabado o repasto havia que ajudar a levantar a mesa e correr para o quarto para vestir, numa dessas belas noites quase que tive de voltar para trás, fui salvo pela minha mãe que disse ao meu pai, “deixa lá homem, agora usa-se”, o meu pai queria que eu mudasse de roupa, culpa de umas calças à boca-de-sino.
Descia três andares em segundos, eu já sufocava, a porta da rua e…Ar puro, parecia que tinha entrado noutro mundo, sentia mesmo uma doce vertigem que me inebriava.
Depois as noites eram iguais às dos outros putos da classe média da minha criação, passavam muito depressa.
Quando já nos arrastávamos para casa cruzávamo-nos com os de sempre, os velhotes lá da rua que tinham ido para a cama depois do fogo-de-artifício e de manhã cedinho saiam à rua para ver os arrolados.
Arrolados eramos nós os que já não podíamos com os pés mas tínhamos de chegar a casa e os outros, os que não aguentavam mais e dormiam um sono pegado em qualquer lugar, a Avenida dos Aliados tornava-se uma autêntica camarata, os relvados que ladeavam os jardins, e os bancos, registavam quase sempre lotação esgotada.
Foi ao recordar-me do termo arrolados que hoje encontrei uma justificação válida para as aberrantes alterações que a autarquia (liderada pelo senhor Doutor Rui Rio) fez na referida avenida, já imaginaram o espetáculo que seria para os riquinhos que pernoitam (a peso de ouro) no super/híper Hotel das Cardosas mesmo ao fundo da Avenida dos Aliados?
Por maior que seja a fadiga não acredito que haja quem se arrisque a descansar o “esqueleto” nas pedras que substituíram os macios relvados.

BOM S. JOÃO PARA TODOS.

sábado, 23 de junho de 2012

POPULARIDADE A QUANTO OBRIGAS


O manhoso de Boliqueime é o Presidente da República de Portugal, do pós 25 de Abril de 1974, que foi eleito com o menor número de votos, bate também outro recorde, pela negativa, é o menos popular de todos.
Todos os anos por esta altura eu mimava o senhor Silva porque ele não se dignava honrar os portuenses com a sua presença na noite da grande festa da cidade, sempre pensei que não viria nunca para não dar cabo do penteado.
Este ano nem me tinha lembrado do assunto, talvez porque o meu subconsciente o tivesse arrumado sabendo das dificuldades que Cavaco tem em gerir os seus parcos recursos, a laca também deve estar mais cara, logo, não viria.
E não é que vem mesmo?
Mas parece que já avisou que não se sujeita às marteladas como Soares e Sampaio, não vá no meio dos martelos de brincar aparecer um a sério.
Até o meu “amigo” ambliope veria que a vinda de cavaco silva, hoje, ao Porto não passa de uma tentativa desesperada de fazer subir a taxa de popularidade.
Agora digam lá se tenho, ou não, razão para lhe chamar MANHOSO.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PORRADA NO CAFÉ DO COSTA, FERIDOS 3 POLÍCIAS E 16 CIVIS QUE FORAM CONDUZIDOS AO HOSPITAL, INCLUINDO A MULHER DO COSTA, TUDO POR CAUSA DA CRISE.


Não fosse a crise, os 23% de IVA aplicados à restauração e o Costa até era capaz de fechar os olhos, até fechou, mas a Zulmira que é de pelo na venta arreou a giga, ouvi até dizer que o primeiro a levar nas beiças foi mesmo o marido, o Costa.
Na rua há 4 cafés, no entanto era, digo era porque não acredito que volte a abrir tal foi o estado em que deixaram mesas, cadeiras, balcões, montras, cozinha, e até a zona de fabrico, é que além dos tradicionais cafés, meias-de-leite, galões, cariocas, chás, cervejas, sumos, francesinhas e pratos do dia, também era pão-quente.
Como eu dizia, no café do Costa era um entra e sai, os donos dos outros 3 (sobretudo o que fica lá mais para o fim do bairro, que tem sempre a casa às moscas) já rumorejavam “ali há poeira”, eu só lá entrei uma vez, não acredito, o senhor tem cara de boa pessoa, até vai todos os domingos à missa das 7 antes de abrir o estabelecimento, já a senhora dele, não quero dizer que tenha cara de traficante, não… Tem feições, e é regateira, por causa de uma estridente discussão dela com uma cliente é que nunca mais lá entrei.
Hoje cheguei a casa pouco passava das 6 da tarde, como sempre passei em frente ao café, reparei num pequeno ajuntamento à porta mas não liguei, passada mais ou menos meia hora, estava eu na cozinha, comecei a ouvir gritos, vidros a partir, e logo de seguida sirenes, espreitei à varanda e…
Era uma autêntica batalha campal, até já lá estava o 112, a polícia dava ideia de estar numa manifestação daquelas que têm agitadores deles (polícia), era sempre a aviar, batiam em homens mulheres, novos ou velhos, e nas crianças, entretanto chegaram reforços, polícias de choque com “shotguns” e tudo, fechei a varanda, não fosse levar com algum balázio perdido.
Quando senti que a confusão tinha amainado voltei a espreitar, continuava a rua cheia de gente, havia gente deitada no chão a gemer, 6 ambulâncias com as portas escancaradas faziam as vezes de um hospital de campanha, havia mesmo bombeiros a fazer pensos a pessoas sentadas nos passeios.
Nunca mais vou esquecer duas situações que se destacavam de toda a barafunda, o senhor Alfredo, morador no 3º. esquerdo da torre 2, homem dos seus 87/88 anos, que gritava a plenos pulmões “SÓ QUERIA SABER QUEM FOI O FILHO DA PUTA QUE ME DEU UM MURRO, AJUDEM-ME A PROCURAR A DENTADURA”, e o  senhor Ricardo, que não sendo velho, é cego e anda numa cadeira de rodas, ficou assim há mais de 20 anos quando caiu do segundo andar de uma moradia que tentava assaltar. O tal senhor Ricardo também gritava, parece que ninguém lhe bateu, mas no meio da balbúrdia roubaram-lhe o cordão de ouro e o telemóvel.
Eram já 10 da noite quando a polícia obrigou o Costa a fechar o café e fez dispersar o pessoal, os mais aleijados foram transportados ao hospital e a rua está calma, mais calma do que é costume.
Fiquei a matutar, porrada na rua? É normal, porque este puto bateu naquele, porque partiram um vidro ao jogar à bola, porque este mandou um “sms” a dizer que a mãe do outro é uma vaca, porque o Zeca apalpou o cu à Luísa, a Fernandinha emprestou 100 euros à Irene e ela não paga, depois mete pais maridos e mulheres e o confronto dá-se, banal, agora, como hoje? Nunca tinha visto.
Decidi telefonar para a esquadra, podia ser que se o Arnaldo (um polícia meu amigo) estivesse de serviço me dissesse a razão de tamanha chinfrineira.
E estava, e já sei tudo…
É que por causa da crise e do desemprego grande parte do pessoal do bairro decidiu poupar como e onde pode, com a poupa na água tramou-se o Costa, as casas de banho não tinham parança desde que ele abria a porta até fechar, há dias fechou uma hora mais tarde porque o senhor Carneiro foi defecar mesmo à hora do fecho, como andava com prisão de ventre nunca mais de lá saía.
Parece que o Costa levava a coisa na boa, entre 4 mijadelas e uma cagada sempre havia um ou outro que tomava um café ou bebia um Favaios, quem não aguentou foi a mulher, a Zulmira que disse à polícia que todos os dias à noite, ao fechar, havia merda e mijo por todo o lado, até nas paredes.
Tudo culpa de quem?
DO GOVERNO!

PS:‎500 EUROS DÁ O SENHOR COSTA DO CAFÉ

A quem der informações sobre o paradeiro do papagaio e máquina do tabaco (da foto) que, pelo soleno, roubaram durante a rixa.