sexta-feira, 28 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O medo
O MEDO
Não me julgo aberração
Ainda tenho noção
Que o medo é um ai
Primeiro medo, o meu pai
A sua maneira de ser
Educar, era bater
Se calhar como lhe fizeram
Carinhos, não lhe deram
Quando era pequenino
O filho não era menino
Era coisa para moldar
E o que havia a dar
Era a surra correctiva
Para enfrentar a vida
Dura e tenebrosa
Realidade escabrosa
Que o tempo diluiu
Quem o vê, e quem o viu
Hoje débil, dependente
Ainda quase descrente
Do amparo que lhe cedo
Não quero que sinta o medo
Que em menino senti
Meu pai, estou aqui
Sempre ao pé de ti
Para te amparar
Hoje? É Quarta-Feira
Vá…
Vamos deitar.
terça-feira, 25 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
"A radiosa felicidade de uma filha da guerra"
Histórias: A menina da foto
A radiosa felicidade de uma filha da guerra
por ABEL COELHO DE MORAIS (DN/on-line/hoje)
Vítima quase fatal de um ataque aéreo, Kim Phuc, quando se encontrava num hospital de Saigão, no momento da maior dor e incerteza, decidiu que nunca abdicaria do seu direito à vida. Hoje, dirige uma fundação que procura proporcionar às crianças o mesmo que ela conseguiu alcançar.
Imagem-símbolo da Guerra do Vietname é a fotografia de 1972 em que uma menina corre nua, com o corpo em chamas entre outras crianças, numa estrada nos arredores de Saigão. A menina tem hoje 47 anos, chama-se Phan Thi Kim Phuc e desde daquele 8 de Junho de 1972 coube-lhe viver um doloroso e excepcional trajecto.
Naquele dia, a pequena povoação de Trang Bang, ocupada há 48 horas pelo exército norte-vietnamita, estava sob ataque da 25.ª Divisão sul-vietnamita, que pedira apoio aéreo. A população procurara refúgio num pagode próximo. O ruído dos aviões assustou o grupo, em que estava Kim Phuc, levando-o a deixar o templo. Ao abandonarem o pagode, os civis são tomados por efectivos comunistas e atacados pela aviação.
Kim Phuc, cujo nome significa "felicidade radiosa", recorda a explosão de quatro bombas de napalm junto à estrada. Dois dos seus irmãos tiveram morte instantânea. "Vi o fogo à minha volta. O calor era infernal. Rasguei a roupa, mas tinha o corpo a arder", recordou mais tarde. A sua sobrevivência deve-se ao fotógrafo indonésio Nick Ut, da AP, que fixou o momento da pequena vietnamita em chamas (ver caixa).
Uma biografia da vietnamita, The Girl in the Picture, de Denise Chong, descreve o que se passou. Com queimaduras de terceiro grau e o queixo preso ao peito por cicatrizes da carne e músculos queimados, a jovem foi sujeita a 17 intervenções cirúrgicas em dois anos. É neste período que decide não se resignar à sorte de ser mais uma camponesa, manipulada pelos norte-vietnamitas ou hostilizada pelo seu próprio Governo. Phuc decide estudar medicina.
Apesar da cirurgia reconstrutiva, as costas de Kim Phuc representam a mais eloquente topografia da dor crónica a que está condenada a conviver até ao fim da sua vida.
A adolescente e as suas marcas de guerra foram uma espécie de exposição permanente utilizada pelo regime de Hanói até 1986, quando a autorizou, finalmente, a prosseguir os estudos em Cuba sob apertado controlo.
Demasiado tarde para prosseguir medicina, Phuc opta por farmacologia. É em Havana que conhece o seu marido, outro estudante de informática vietnamita, Bui Huy Toan. Ele e Kim Phuc depressa se convencem que o futuro tem de ser algo diferente da sucessão de viagens Havana-Moscovo-Hanói, em que não passam de meros peões dos rituais de propaganda da Guerra Fria.
Numa escala para reabastecimento num aeroporto da Terra Nova, em 1992, entre Moscovo para Havana, Phuc e o marido conseguem sair do avião e pedir asilo político no Canadá. Toda a bagagem ficou para trás para não levantarem suspeitas.
Começava uma nova etapa da sua vida. Uma etapa marcada pelo nascimento do segundo filho do casal, pela reconciliação com o antigo adversário e a acção a favor das crianças a viverem em ambientes de conflito militar. Visita Washington uma primeira vez em 1996, onde profere uma intervenção junto ao monumento aos militares americanos no Vietname.
No ano seguinte, é nomeada embaixadora de boa vontade da UNESCO e cria a Fundação Kim Phuc para apoio às crianças filhas da guerra, como ela. Para que estas tenham, pelo menos, a hipótese de iniciar o caminho para a felicidade que uma menina vietnamita de nove anos nunca desistiu de procurar.
Porque nunca é demais recordar.
terça-feira, 18 de maio de 2010
O regresso do "Ovelha"
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Ao referir elogiosamente o Cardeal Cerejeira Ratzinger insultou uma das figuras mais ilustres da Cidade do Porto
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| Actividade pastoral de D. António em Espanha, Puerto de Sagmento, 25-03-1961. |
| FUNDAÇÃO SPES |
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| Criada por Dom António Ferreira Gomes, Bispo do Porto Inst. de Utilidade Pública, DR, 2º série - n.º 128 - 6 de Julho de 2009 |
domingo, 9 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Serafim Ferreira foi hoje a enterrar
Nestas ocasiões há sempre alguém que regista e se indigna com as ausências.
Gostei de rever Dias Costa de boa saúde e o Dr. Magalhães (filho do saudoso Dr. Barreiros de Magalhães).
A equipa de ciclismo (atletas e técnicos) do Sport Lisboa e Benfica deslocaram-se expressamente ao Candal, Vila Nova de Gaia, onde decorreram as cerimónias fúnebres.




























