Estou cheio de pena dele.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Morreu o senhor Toyota
Salvador Caetano , o "senhor" que em 1991 deixou no fundo do mar um familiar (genro).
O Mistério do Bolama: Doze perguntas e anomalias
O Arrastão Bolama: (http://www.sapo.pt)
O Bolama continua a ser um dos maiores mistérios marítimos portugueses de sempre…
O navio afundou-se perto de Lisboa, em 1991 e jaz agora a mais de 130 metros de profundidade e sobre ele surgem várias questões e anomalias que passarei a enunciar:
1. Joaquim Piló, do Sindicato Livre dos Pescadores entregou na Procuradoria Geral da República um dossier onde indica algumas das várias anomalias do chamado “Caso Bolama”. Entre estas destaca-se a estranha presença de um buraco oval feito a maçarico no lado estibordo do navio… Será que foi este o buraco que provocou o afundamento rápido do navio (que explicaria o ponto 5) ou será que foi feito por mergulhadores para retirar do casco a preciosa carga que o Bolama transportava? O buraco ficou exposto nas filmagens realizadas pelo navio “Auriga” da Marinha, a partir do robot subaquático (a 22 de Março de 1992). Nas filmagens, ouve-se um dos militares comentando para outro que “a abertura é demasiado regular para ser um rombo”.
Mas é muito pouco provável que esta carga misteriosa tenha sido retirada após o afundamento do Bolam… É que para descer até aos 130 metros de profundidade é necessário recorrer ao “mergulho por saturação” um processo muito complexo e só ao alcance de profissionais altamente treinados e que, além do mais, exige a presença de uma câmara de descompressão no navio de apoio durante várias horas. Ou seja, a recuperação não poderia ter lugar num iate ou num navio qualquer, mas apenas num especialmente adaptado para o efeito e teria custos gigantescos e uma visibilidade explosiva, dada a proximidade das rotas de navegação e do próprio porto de Lisboa…Isso significa que o intrigante “buraco oval” foi feito antes da largada do porto de Lisboa, tapado e destapado em alto mar para forçar o afundamento do navio? Ou que foi feito em alto mar para obter o mesmo efeito?
2. Dos trinta tripulantes, apenas oito corpos foram recuperados, o que é intrigante, mas não impossível, dado que em acidentes do género o Mar recusa-se em devolver as suas vítimas e isso sucede frequentemente num Mar tão agitado como o poderoso Oceano Atlântico…
3. Somente as viúvas dos pescadores com contratos que previam indeminizações em caso de morte é que receberam compensações financeiras… Os restantes requereram uma indemnização ao Tribunal Cível de Lisboa, mas este levou 14 anos (5110 dias!!!) para decidir que não era “competente” para determinar sobre o caso. Esta imensa demora devia ser alvo de um inquérito e determinar de per si uma indeminização paga pelo Estado aos familiares pela sua simples incapacidade de emitir uma decisão em tempo razoável…
4. Segundo se acredita, o Bolama transportaria uma carga 15 toneladas de electrodomésticos… Mas o presidente do Sindicato afirma que a “carga era composta
de armas e urânio. Não tenho dúvidas de que a máfia russa está por trás do caso e o Governo esteve mais de um mês em Cabo Verde à procura do navio só para despistar as atenções, nada mais. Sempre sentimos que o ‘Bolama’ estava perto”.” Mas Joaquim Piló afirma que o porão do arrastão não teria capacidade para 15 de equipamento desse volume, e que somente 15 toneladas de uma carga com muito grande densidade poderia ser transportada pelo Bolama… Daí a chegar à tese da carga de urânio…
5. Porque é que nunca apareceram as balsas, e nem sequer um colete de salvamento? Será que o afundamento do navio foi tão rápido que nem deu tempo para que os tripulantes envergassem os seus coletes e soltassem as balsas? Ou será que já não havia tripulantes a bordo quando se deu o naufrágio e que as balsas e coletes foram reaproveitados? Uma explicação mais prosaica é que o Mar recusou a sua devolução, da mesma forma que o fez à maioria dos corpos dos tripulantes…
6. Algumas fotografia exibidas numa manifestação de familiares dos tripulantes do arrastão parecem evidenciar a presença de buracos de balas no casco… Serão apenas marcas de corrosão provocada já depois do afundamento?
7. Diz-se que entre os mortos, encontra-se o filho de uma maiores fortunas de Portugal: Salvador Caetano (Toyota…). Mas isso não corresponde à verdade… Que seguia efectivamente no navio era o seu genro, e não o filho… E os rumores que relacionam esse “filho” com o tráfego de droga também não têm fundamento… Público: “Entre os náufragos encontrava-se o gestor da Crustacil, uma das três empresas proprietárias da embarcação; José Manuel Sousa Esteves, genro do empresário Salvador Caetano”.
8. Porque é que um navio recentemente reparado se afundou, aparentemente, com tanta rapidez? As investigações do Ministério Público deduziram acusações contra os responsáveis pelas modificações feitas em estaleiro pela Rinave no Bolama, mas o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa mandou arquivar o caso alegando que o afundamento se devera a “causas naturais”… E assim perderam as vítimas a oportunidade de atribuirem a estes responsáveis os seus pedidos de indeminização… O presidente do Sindicato Livre dos Pescadores afirmou que “a demissão do primeiro juiz deste caso por «razões familiares» e o seu aparecimento num alto cargo em Genebra é uma das perguntas que estão por responder.” Haverá assim fundamento para as suspeitas, assim sugeridas, de pressões por parte do Governo PSD na época?
9. Se a Rinave, a empresa que realizou as alterações no Bolama, quando as concluiu certificou o navio, e assumiu assim a responsabilidade pelas mesmas, contudo, o Tribunal não entendeu que essa responsabilidade se estendesse ao pagamento de indemnizações… Ou seja, a Rinave certificou que o navio estava “em condições para navegar”, mas, se acreditarmos na tese da “instabilidade” decidida pela Justiça, não estava e mesmo assim não se decidiu pelo pagamento de indemnizações aos responsáveis por essa dita “instabilidade”? Onde está aqui a Justiça e a Razoabilidade?
10. O navio está assente sobre o fundo oceânico direito e não sob um dos seus lados… O que é estranho quando segundo o Tribunal Marítimo o navio teria ido ao fundo por “falta de estabilidade”… Ou seja, por se ter virado…
11. Corre um rumor sobre o afundamento do Bolama por um navio da Marinha portuguesa, mais especificamente por um dos seus submarinos, o que seria (segundo essa tese) a explicação para o “silenciamento” do caso patrocinado pelos governantes da época. A tese não tem grande fundamento, nem substância de prova, mas insiste em percorrer certos sectores da Internet portuguesa.
12. Se é verdade que o Bolama navegava sem licença de navegação… Qual foi a responsabilidade do comandante do Porto de Lisboa ao deixar navegar um navio sem a dita licença? E é verdade que os seus tripulantes não estavam matriculados e que a capitana não vistoriou o navio antes da sua fatídica saída para o mar?
Joaquim Piló, do Sindicato Livre dos Pescadores, esperava mais e diz que o Presidente da República “não pode lavar as mãos como Pôncio Pilatos”.
“Acho que era dever do Sr. Presidente da República fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para trazer o navio ao cimo da água, para saber o que aconteceu e se morreram todas as pessoas naquele dia. Temos dúvidas se morreram todos”, afirma Joaquim Piló.
Imagens do navio submerso
http://videos.sapo.pt/zetYO4vlOUJzhIuihQEn
domingo, 26 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Ólhó carrinho
Para Rui Sá, "o prejuízo será superior a um milhão de euros", devendo ainda considerar-se "o investimento de mais de 1,4 milhões de euros de fundos públicos do Instituto de Turismo".
Afinal parece que o sr. doutor sempre vai a presidente
Portas tomou pequeno-almoço com Nobre
Paulo Portas esteve ontem de manhã a tomar o pequeno-almoço com Fernando Nobre, deputado independente eleito pelo PSD.
Fonte centrista explicou ao DN que o encontro não foi um apoio velado à sua candidatura à presidência da Assembleia da República. Serviu antes para desdramatizar o pré-anunciado voto contra do CDS e dar um sinal da disponibilidade para cooperar no âmbito da coligação.
O CDS recusou-se incluir o nome de Nobre no acordo de coligação de Governo negociado com o PSD.
Sem o apoio do CDS, Nobre dificilmente terá os votos necessários para ser eleito. Mesmo assim, o PSD proporá o seu nome na primeira sessão parlamentar segunda-feira.(DN)
Eu aposto que o CDS/PP vai dar liverdade de voto aos deputados.
sábado, 18 de junho de 2011
S. João
A Porto Lazer diz que os festejos do S. João no Porto fazem 100 anos, Germano Silva diz que têm mais de 600, eu acredito no Germano.
Se fossem carrinhos ou aviõezinhos...
Se fossem carrinhos ou aviõezinhos...
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Com amigos destes...
Manuel Maria Carrilho (o Santana Lopes do PS) não teve coragem de se perfilar como candidato à liderança do PS não se coibindo no entanto de tecer as criticas mais mordazes ao discurso de José Sócrates na noite do passado dia 5.
Estará o colunável político à espera que Pedro Passos Coelho lhe “atire” alguma coisa?
terça-feira, 7 de junho de 2011
O Paulinho deve estar danado.
Ana Gomes lembra Strauss-Khan para deixar aviso sobre Paulo Portas
Ana Gomes, dirigente do PS, lembra os "comportamentos desviantes de Strauss-Khan" para sustentar que Paulo Portas "não tem idoneidade pessoal e política" para voltar ao Governo. Recorda o caso denunciado, há anos, de dois ministros de Durão Barroso que recorriam a prostituição, fala da compra dos submarinos e de como a PGR "afastou as duas procuradoras" encarregues do caso.
A deputada europeia eleita pelo PS, Ana Gomes, considera que "está em causa a idoneidade pessoal e política" de Paulo Portas, "para voltar a desempenhar cargos governamentais no nosso país, atentas as suas responsabilidades e comportamentos como Governante e parlamentar, alguns desses comportamentos ainda por esclarecer na Justiça, como é devido". Comentadora residente do programa "Conselho Superior", na Antena 1, a dirigente socialista disse, durante a emissão da rubrica, esta terça-feira, que não estava a falar do caso Moderna. "Estou a referir-me à compra lesiva dos submarinos, lesiva para os contribuintes e para o Estado, da qual foi o principal responsável, enquanto ministro da Defesa, e sobre a qual correm processos em Justiça, por corrupção, burla, evasão fiscal, lavagem de dinheiro, facturas falsas, etc", disse Ana Gomes.
"A PGR conseguiu afastar as duas procuradores que iniciaram esse processo, mas eu tenho esperança que prossiga. É essencial para a transparência e para a Justiça", acusou a eurodeputada socialista, no comentário que fez na rubrica "Conselho Superior", da Antena 1.
"Estou a referir-me, também, a outros comportamentos. Todos os jornalistas em Portugal sabem que junto do então ministro Paulo Portas funcionou uma central de desinformação e calúnia de dirigentes do PS que alimentou o tratamento na Imprensa do caso Casa Pia", disse Ana Gomes.
"Um seu próximo colaborador, Pedro Guerra, que Paulo Portas tratou de colocar depois numa empresa pública, era um dos principais agentes dessa central de desinformação", acusou Ana Gomes, lamentando que, até hoje, a justiça não tenha funcionado "para esclarecer todos os contornos sórdidos do caso Casa Pia, incluindo a campanha de desinformação de quem queria desviar informações". (in jn/on-line)
terça-feira, 31 de maio de 2011
No lado errado da ponte
Luiz Filipe Menezes gastou milhões (do poder central) a embelezar parte das frentes de rio e mar, nos sítios mais visíveis, mais visitados, logo mais frutuosos eleitoralmente.
Da Ponte Luiz I à (abandonada) Ponte D. Maria arranjaram o piso, meteram uma grade e assim ficou, desconfio que mais dia, menos dia aparece por ali mais um condomínio fechado, pode ser que nessa ocasião se lembrem (da capela) do velhinho Senhor D’Além que se encontra num estado deplorável.
Tivesse o santo os poderes doutros tempos, não lhe faltariam mordomias.
Imagem do Senhor d'Além na origem de conflito
"A capela do Senhor d'Além, que fica nas abas da Serra do Pilar, mesmo em frente aos Guindais, além-Douro, portanto, e daí o nome, e a respectiva irmandade foram, durante muitos anos, "administradas pela cidade" (do Porto).
Em determinadas ocasiões os edis portuenses, na qualidade de administradores do templo e da confraria, iam ao lado de lá buscar a imagem do Senhor d'Além para que participasse nas chamadas "Procissões de Preces".
Acontecia, por exemplo, em tempos de seca ou de inundações. A Câmara organizava então "procissões de preces", para pedir chuva, se fosse o caso, ou para solicitar o termo de calamitosas cheias.
Mas também se realizavam, com a presença da imagem do Senhor d'Além, "Procissões de Graças". Como aquela que aconteceu no dia 18 de Novembro de 1755.
Dias antes a cidade de Lisboa havia sido destruída por um terrível terramoto. A cidade do Porto saíra praticamente ilesa dessa catástrofe. Aqui caíra apenas o tecto da capela de S. Roque, que ficava perto da Sé; a torre da igreja dos padres da Congregação de S. Filipe de Nery (Congregados) e pouso mais. Logo naquele dia, segundo consta da acta da reunião municipal que então se realizou, "… sendo convocados na forma do estilo a Nobreza e Povo foi proposto pelo Procurador da cidade que, não tendo acontecido entre nós nem ruína nem mortandade, era justo fazer-se uma Procissão de Graças e que estas deviam ser rendidas especialmente à Veneranda Imagem do Senhor d'Além…"
Alguns anos antes (1734) a "Câmara e toda a Vereação" haviam acompanhada a mesma imagem numa imponente procissão fluvial até junto da barra por causa de "uma grande seca e falta de água na cidade…"
Ora, sempre que a Câmara ia ao lado de lá buscar a imagem do Senhor d'Além a fim de a levar para a Catedral, tanto à vinda, como no regresso, o transporte fazia-se, sempre, com grande solenidade, em procissão, na qual participavam o Cabido e as várias confrarias da cidade.
Tudo correu normalmente até um dia em que os cónegos reagiram mal a um convite da Câmara para estarem presentes em mais uma procissão. Tratava-se do regresso da imagem à sua capela do lado de lá. Entendiam os membros do Cabido que não deviam andar às ordens dos edis. Que estes não tinham qualquer autoridade para os convocar a participarem na procissão. E como se dava o caso de a imagem do Senhor d'Além estar na Sé, os cónegos mandaram dizer à Câmara mais ou menos isto " só vamos quando muito bem nos apetecer…" E não deixaram sair a imagem da Catedral. O conflito entre os do Município e os do Cabido estava instalado. Como sair dele?
Os vereadores, sentindo-se ofendidos (então não era a eles que competia administrar a capela e a imagem do Senhor d'Além ?) escreveram ao Juiz da Coroa pedindo providências e este escreveu ao cabido dizendo-lhe que " deixassem os edis levar, como sempre o fizeram, o dito Santo Crucifixo a seu arbítrio…" Mas o Cabido não só não deixou levar a cruz, como não respondeu ao oficio, nem a este nem a um segundo que o Juiz da Coroa lhe enviou.
Perante aquela insólita atitude dos cónegos, a Câmara apelou para uma instância superior, a Mesa do Desembargo do Paço que a 22 de Novembro de 1631 enviou um despacho favorável à Câmara dizendo ao Cabido que os edis "podiam levar o crucifixo mas privadamente sem ser em forma de procissão…" Era uma tentativa de resolver a questão que se arrastava sem solução à vista. No entanto, mais de dez anos depois, em 1646, a questão mantinha-se como no princípio a cruz só deixaria a Sé quando os cónegos assim o entendessem.
Perante este imbróglio a Câmara exigiu que fosse executada a sentença da Mesa do Desembargo do Paço. Aparece então o bispo a dizer que não, alegando que a sentença não tinha validade porque o prelado não fora ouvido. Mas a relação mandou que a sentença fosse executada. O conflito é que não ficou sanado.
A partir daqui a Câmara, sempre que ia buscar o Senhor d'Além ao outro lado do rio, em vez de levar o crucifixo para a Sé, como era tradição fazer-se, passou e conduzi-lo para a capela de S. Miguel-o-Anjo, junto à Porta do Olival, que também era administrada pela Câmara.
Conta uma velha lenda que Portugal ainda não existia como paÍs livre e independente quando, aí por 1140, uns pescadores dos Guindais, que andavam na apanha do sável no rio Douro, em frente ao sítio hoje conhecido pelo Senhor d'Além, trouxeram na rede um enorme crucifixo que estava no fundo do rio.
Movidos por grande piedade, os pescadores levaram a imagem para uma ermida da invocação de S. Nicolau que havia no cimo da actual Serra do Pilar a que antigamente se dava o nome de Monte da Meijoeira, de Quebrantões ou de S. Nicolau.
Quatrocentos anos depois os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho construíram ali um mosteiro que serve hoje de quartel e removeram a capela de S. Nicolau para junto do rio "para um penedo que está acima do cais". Com vários restauros, acrescentos e modificações é a que ainda hoje lá está agora sob a invocação do Senhor d'Além, do qual existe uma bela imagem (século XVIII) no cartório da Casa do Cabido, à Sé."
in Jornal de Notícias
sábado, 28 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
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