sexta-feira, 13 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Festejemos então a queda do muro

PALESTINA

FRONTEIRA MEXICO/EUA

IRLANDA DO NORTE

CHIPRE

Q U A N D O ?


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fim previsível

No caso Casa Pia só deverá ser condenado Carlos Silvino (Bibi), na “Face Oculta” será Manuel Godinho.

O alvoroço provocado por este novo caso trouxe-me à lembrança um acontecimento que me foi reportado por um ferroviário já falecido.

Estaríam na década de 40 do século passado quando um maquinista e um fogueiro da CP, residentes no lugar da Pala (linha do Douro), foram detidos pela Pide acusados de roubo à empresa, foram torturados para confessarem se conheciam outros que alinhassem na marosca, cumpriram prolongada prisão efectiva, foram perseguidos, e tiveram que mudar-se porque nas redondezas ninguém lhes dava trabalho. O seu maior crime não teria sido o roubo, mas sim o terem estado presentes em vários encontros secretos promovidos pelos comunistas nas oficinas da CP de Campanhã.

A condenação por roubo deveu-se ao facto de os dois funcionários largarem (estratégicamente) para a linha, na zona onde viviam, algumas pazadas de briquetes (bolas de pó de carvão compactado) que depois eram apanhados pelos pobres.

Segundo o (tal falecido ferroviário) senhor Amadeu Soares, natural da Livração, o abade da sua terra recebia com regularidade e gratuitamente carroças dos mesmos briquetes oferecidos pelos chefes da estação, com conhecimento superior.



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

É

É ainda paixão louca

É muitas vezes coisa pouca

É o lado que se dorme

É largar o que consome

É sentir nova vida

É conseguir coisa querida

É revolução de existência

É sentir a tua ausência

É ter medo do fim

É saber que, fazes parte de mim!



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

É preciso ter lata!


Apelando à união no PPD/PSD, Marcelo Rebelo de Sousa só se candidata à liderança se Passos Coelho retirar a candidatura.

domingo, 1 de novembro de 2009

Mea culpa


"O PÚBLICO inicia hoje uma nova etapa da sua história. Quase 20 anos depois do primeiro dia, uma nova direcção, um novo começo. Um tempo mais difícil, também.

Há 20 anos, tivemos a ousadia de em Portugal seguir os paradigmas da grande imprensa europeia e conseguimos ser hoje uma referência sem paralelo na imprensa diária portuguesa.
"Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos"

Os ideais originais estão vivos - qualidade e rigor, distanciamento, independência e integridade. Olhamos para o jornalismo como parte nuclear da democracia e da liberdade e vamos exercê-las informando, questionando e investigando. Podemos escolher as palavras justas em nome da convicção com que as sustentamos - convicção num jornalismo forte, profundo e livre. Isso é fácil. A confiança no jornalismo, no entanto, já viveu melhores dias.

O fundador deste jornal, Vicente Jorge Silva, disse num texto recente que a credibilidade da imprensa de referência ficou seriamente afectada pelos incidentes que rodearam a última campanha para as legislativas. Um balanço duro, mas uma conclusão lúcida.

Não temos nada a acrescentar a uma polémica sobre a qual tudo está dito e da qual não ficaremos reféns. A razão de estarmos aqui hoje é anterior a tudo isso. Mas não escamoteamos o facto de ser nossa primeira obrigação repor essa credibilidade ameaçada, conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal. Acreditamos num jornalismo culto e responsável, que desafia o sensacionalismo e as agendas informativas cada vez mais estreitas.

O leitor encontrará a partir de hoje pequenas diferenças através das quais queremos exprimir este novo começo. Não mudaremos a linha gráfica apenas para dizer que chegámos e somos diferentes - acreditamos mais na substância das coisas do que na forma; é pela substância que queremos afirmar-nos.

Os editoriais, a partir de hoje, deixarão de ser assinados. Os editoriais expressarão o pensamento desta direcção e deste jornal sobre o mundo que procuramos descrever, compreender e analisar página a página. Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos. Os editoriais serão escritos pelo novo Gabinete Editorial, composto pela direcção e mais cinco jornalistas do PÚBLICO - Teresa de Sousa, Jorge Almeida Fernandes, Margarida Santos Lopes, Ricardo Garcia e Vítor Costa. Há 20 anos, quando nascemos, foi decidido que os editoriais seriam assinados com base em duas ideias: seriam mais acutilantes e comprometeriam apenas o seu autor. Hoje sabemos que essa ideia original se tornou utópica e que um editorial compromete todo o jornal - é a cara do jornal - e não pode, por isso, ser veículo da opinião de uma só pessoa. Acreditamos, também, que é possível escrever editoriais incisivos, com pontos de vista corajosos e provocadores, que questionem e mobilizem a sociedade. Os novos editoriais do PÚBLICO, são, portanto, textos de opinião do jornal como instituição. A mesma filosofia será aplicada à secção Sobe e Desce.

Não serviremos governos, nem procuraremos certificados de bom comportamento. Prosseguiremos uma nova etapa do caminho, no respeito pelos valores que nos guiam desde o primeiro dia.

Queremos garantir a sustentabilidade do PÚBLICO como projecto de referência, desenvolver novas plataformas de intervenção editorial, trabalhar para elevar os padrões e sermos líderes no rigor, na reportagem, na análise, na crítica cultural e na opinião. Vamos estar obcecados com a isenção, a investigação, a profundidade e os temas de proximidade (e para isso vamos criar um caderno Cidades, que sairá aos domingos).

Não queremos inflacionar as expectativas, queremos corresponder aos leitores. Sabemos que o PÚBLICO é o jornal dos leitores exigentes, curiosos e atentos, das pessoas que pensam e que querem que o seu jornal seja um instrumento para pensar mais. Os nossos leitores - 250 mil por dia - são pessoas que sabem e que querem saber mais. São os melhores - e os mais severos - leitores."

BARBARA REIS (Nova directora do "Público)

O Editorial escrito e publicado hoje pela nova directora do "Público" é a admissão expressa da falta de isenção que vinha grassando no corpo redactorial do diário, é também a confirmação do conhecimento e aprovação da administração no caso das escutas, pois tal como Cavaco Silva manteve Fernando Lima em Belém, José Manuel Fernandes também fica no “Público”.

ACTUALIZAÇÃO

A mudança de direcção de um jornal é (regra geral) sinónimo de editorial assinado pelo(a) novo(a) directo(a), daí ter (erráticamente) atribuido a BARBARA REIS a autoria do artigo hoje manifesto.

Em declarações à "TSF" a nova directora do "Público" declarou que o editorial não é assinado por ninguém porque é um texto conjunto da redacção.

Melhor tivesse ficado calada, as suas declarações levam-me a inferir que o escrito não passa de uma nota do dono.