domingo, 30 de maio de 2010

Vamos a meças...?


Vamos a meças? Parecem querer dizer os católicos que afanosamente procuram um candidato à Presidência da República.

Se há politico frio e calculista em Portugal ele chama-se Aníbal Cavaco Silva, ao promulgar o casamento entre indivíduos do mesmo sexo indo contra os seus princípios morais, o actual PR pode deixar nos mais ingénuos a ideia de que os homossexuais contam mais que os católicos nos actos eleitorais.

Eu julgo que o que Cavaco Silva pretende é tão-somente arrecadar mais alguns votos junto da comunidade gay já que para ele os votos dos cristãos são favas contadas.



quarta-feira, 26 de maio de 2010

O medo

O MEDO


Não me julgo aberração

Ainda tenho noção

Que o medo é um ai

Primeiro medo, o meu pai

A sua maneira de ser

Educar, era bater

Se calhar como lhe fizeram

Carinhos, não lhe deram

Quando era pequenino

O filho não era menino

Era coisa para moldar

E o que havia a dar

Era a surra correctiva

Para enfrentar a vida

Dura e tenebrosa

Realidade escabrosa

Que o tempo diluiu

Quem o vê, e quem o viu

Hoje débil, dependente

Ainda quase descrente

Do amparo que lhe cedo

Não quero que sinta o medo

Que em menino senti

Meu pai, estou aqui

Sempre ao pé de ti

Para te amparar

Hoje? É Quarta-Feira

Vá…

Vamos deitar.


domingo, 23 de maio de 2010

"A radiosa felicidade de uma filha da guerra"

Histórias: A menina da foto

A radiosa felicidade de uma filha da guerra

por ABEL COELHO DE MORAIS (DN/on-line/hoje)

Vítima quase fatal de um ataque aéreo, Kim Phuc, quando se encontrava num hospital de Saigão, no momento da maior dor e incerteza, decidiu que nunca abdicaria do seu direito à vida. Hoje, dirige uma fundação que procura proporcionar às crianças o mesmo que ela conseguiu alcançar.

Imagem-símbolo da Guerra do Vietname é a fotografia de 1972 em que uma menina corre nua, com o corpo em chamas entre outras crianças, numa estrada nos arredores de Saigão. A menina tem hoje 47 anos, chama-se Phan Thi Kim Phuc e desde daquele 8 de Junho de 1972 coube-lhe viver um doloroso e excepcional trajecto.

Naquele dia, a pequena povoação de Trang Bang, ocupada há 48 horas pelo exército norte-vietnamita, estava sob ataque da 25.ª Divisão sul-vietnamita, que pedira apoio aéreo. A população procurara refúgio num pagode próximo. O ruído dos aviões assustou o grupo, em que estava Kim Phuc, levando-o a deixar o templo. Ao abandonarem o pagode, os civis são tomados por efectivos comunistas e atacados pela aviação.

Kim Phuc, cujo nome significa "felicidade radiosa", recorda a explosão de quatro bombas de napalm junto à estrada. Dois dos seus irmãos tiveram morte instantânea. "Vi o fogo à minha volta. O calor era infernal. Rasguei a roupa, mas tinha o corpo a arder", recordou mais tarde. A sua sobrevivência deve-se ao fotógrafo indonésio Nick Ut, da AP, que fixou o momento da pequena vietnamita em chamas (ver caixa).

Uma biografia da vietnamita, The Girl in the Picture, de Denise Chong, descreve o que se passou. Com queimaduras de terceiro grau e o queixo preso ao peito por cicatrizes da carne e músculos queimados, a jovem foi sujeita a 17 intervenções cirúrgicas em dois anos. É neste período que decide não se resignar à sorte de ser mais uma camponesa, manipulada pelos norte-vietnamitas ou hostilizada pelo seu próprio Governo. Phuc decide estudar medicina.

Apesar da cirurgia reconstrutiva, as costas de Kim Phuc representam a mais eloquente topografia da dor crónica a que está condenada a conviver até ao fim da sua vida.

A adolescente e as suas marcas de guerra foram uma espécie de exposição permanente utilizada pelo regime de Hanói até 1986, quando a autorizou, finalmente, a prosseguir os estudos em Cuba sob apertado controlo.

Demasiado tarde para prosseguir medicina, Phuc opta por farmacologia. É em Havana que conhece o seu marido, outro estudante de informática vietnamita, Bui Huy Toan. Ele e Kim Phuc depressa se convencem que o futuro tem de ser algo diferente da sucessão de viagens Havana-Moscovo-Hanói, em que não passam de meros peões dos rituais de propaganda da Guerra Fria.

Numa escala para reabastecimento num aeroporto da Terra Nova, em 1992, entre Moscovo para Havana, Phuc e o marido conseguem sair do avião e pedir asilo político no Canadá. Toda a bagagem ficou para trás para não levantarem suspeitas.

Começava uma nova etapa da sua vida. Uma etapa marcada pelo nascimento do segundo filho do casal, pela reconciliação com o antigo adversário e a acção a favor das crianças a viverem em ambientes de conflito militar. Visita Washington uma primeira vez em 1996, onde profere uma intervenção junto ao monumento aos militares americanos no Vietname.

No ano seguinte, é nomeada embaixadora de boa vontade da UNESCO e cria a Fundação Kim Phuc para apoio às crianças filhas da guerra, como ela. Para que estas tenham, pelo menos, a hipótese de iniciar o caminho para a felicidade que uma menina vietnamita de nove anos nunca desistiu de procurar.

Porque nunca é demais recordar.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O regresso do "Ovelha"


Marcelo Rebelo de Sousa regressa à TVI em ano de eleições presidenciais.

Dizem já as más linguas que vai ser assim a modos que um Fernando Lima, mas de cara descoberta.

Afinal Cavaco, se ganhar, só pode estar lá mais um mandato.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ao referir elogiosamente o Cardeal Cerejeira Ratzinger insultou uma das figuras mais ilustres da Cidade do Porto

Automóvel, marca Opel, oferecido pelos sacerdotes diocesanos que se cotizaram para facilitar as suas deslocações na Diocese de Valencia (Espanha) em que se fixara, dado que o carro em que tinha saído do Porto, para o que julgara ser um período de férias, lhe fora solicitado pela administração diocesana.

Foto junto ao automóvel oferecido pelos padres da Diocese do Porto em 1960 [?]. Na fotografia Alberto F. Gomes (Irmão, 06-10-1918 – 14-01-2005); Maria José Torres de Magalhães Nunes (Cunhada, Out. 1925 – 12-11-1984); Inês Ferreira Gomes (Irmã, 21-01-1908); D. António Ferreira Gomes

No exílio, em Valência. 1961.

D. António Ferreira Gomes no exílio, em Valência. 1962.


Actividade pastoral de D. António em Espanha, Puerto de Sagmento, 25-03-1961.

Visita pastoral em Real de Montroy, Espanha, 23-2-1963.

Anel de D. António Ferreira Gomes enquanto Bispo do Porto, oferecido pelo Papa Paulo VI.

Foto tirada em Roma e oferecida à mãe em Outubro de 1964. Depois do jantar de despedida em 23 de Julho de 1959 não voltou a ver a mãe que veio a falecer em 21-11-1965, não tendo sido autorizado a vir ao funeral.


texto e imagens:
FUNDAÇÃO SPES
Criada por Dom António Ferreira Gomes, Bispo do Porto
Inst. de Utilidade Pública, DR, 2º série - n.º 128 - 6 de Julho de 2009